segunda-feira, 25 de junho de 2007

Economia do Japão

O Japão é atualmente a segunda potência econômica mundial (a maior é a economia dos Estados Unidos) o que ocorre, basicamente, em decorrência de seu grande parque industrial. Dentre as principais atividades industriais estão a indústria automobilística (o país é sede mundial das montadoras Toyota, Nissan, Honda, Mitsubishi, Mazda, Daihatsu, Suzuki, Subaru, Isuzu e Hino), a indústria eletrônica e de informática, a siderurgia, a metalurgia, a construção naval e química, com destaque para as indústrias com tecnologia de ponta nestes setores. A maior parte dessas indústrias concentra-se na faixa litorânea, devido a dependência de matérias-primas, transportadas em grande parte por via marítima. As exportações japonesas, em geral de produtos industriais, ultrapassam os 320 bilhões de dólares e incluem produtos eletroeletrônicos, automóveis, embarcações e maquinário industrial. No entanto, o Japão possui em seu território reduzidos recursos minerais e energéticos. Sua dependência externa em relação a esses produtos ultrapassa 90% do consumo nacional.

As principais atividades econômicas do Japão circulam entre as ilhas de Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. O Japão é cortado por uma eficiente malha rodoviária e ferroviária que liga o país de norte a sul, apesar do uso das linhas ferroviárias para carga, cada vez mais o transporte rodoviário vem se tornando vital para a distribuição de produtos no país, e isto faz com que o orçamento para infra-estrutura em transporte seja grande. Para encurtar a distância entre as ilhas, a engenharia japonesa construiu dois túneis e uma ponte entre Honshu e Kyushu. Entre Honshu e Shikoku, duas grandes pontes foram construídas e um imenso túnel, com 54 km de extensão, liga Honshu e Hokkaido.

Cerca de 80% do território japonês apresenta relevo montanhoso. As montanhas das ilhas de Shikoku e Kyushu exibem uma vasta vegetação subtropical e a ilha de Honshu apresenta uma vegetação mais temperada. A ilha de Hokkaido é coberta por florestas mistas. Essas condições permitiram uma intensa utilização da madeira, inclusive para a construção de embarcações, estruturas de casas e templos.

Embora a maior parte do território japonês apresente relevo montanhoso, a cultura tradicional é a plantação de arroz (rizicultura), mas há muito tempo que o país também se dedica à pesca, explorada simultaneamente por pequenas e grande empresas. Pequenos portos para pesca são encontrados em toda a sua área costeira, principalmente no litoral do Oceano Pacífico, cujas águas são mais piscosas. Até metade do século XIX, a rizicultura foi a principal atividade económica do japão. Apenas 16% do território japonês é formado por planícies, onde a atividade agrícola é mais fácil. A rizicultura transformou a planície de Kanto na zona mais densamente povoada do país. Isso garantiu um mercado consumidor para a indústria que se estabeleceu na era Meiji. A ocorrência de quatro estações do ano nitidamente marcadas é responsável pelo fornecimento do calor e da umidade que a cultura do arroz exige. Além disso, o emprego de irrigação constante favorece o seu desenvolvimento. Mesmo depois de ter se transformado em um dos países mais industrializados do mundo, o Japão manteve a agricultura como uma de suas mais importantes atividades. Mas os interesses industriais e urbanos cresceram nas áreas que foram tradicionalmente ocupadas por lavouras. A diminuição da área cultivada vem sendo compensada pelo constante aumento da atividade agrícola, isto é, maior produção por área e por pessoa, decorrente da aplicação de técnicas avançadas e de novos instrumentos. Todavia, a atividade agrícola japonesa tem uma importância mais histórica e cultural, pois é possível importar os outros produtos a preços bem mais baixos. Um dos focos de conflitos diplomáticos no Japão é sua política protecionista.

1 comentários:

nilmar brilha muito no inter disse...

ei gremio vai toma no cu