terça-feira, 3 de julho de 2007

Miscigenação

Uma das caracterísicas da sociedade brasileira é a miscigenação mas, no caso dos nipo-brasileiros, essa miscigenação levou um tempo maior para acontecer. O casamento de japoneses fora da colônia japonesa não era aceito pela maioria dos imigrantes, pois a maioria pretendia voltar para o Japão, portanto, se casassem com um não-japonês, teria que permanecer no Brasil. Porém, o lado étnico-cultural foi o que mais dificultou, inicialmente, a miscigenação. Os japoneses possuem uma cultura fechada e, mesmo hoje em dia, o casamento com um não-japonês é mal-visto por grande parte da população.

No caso dos imigrantes japoneses no Brasil, essa situação de isolamento étnico acabou por se deteriorar a partir da década de 1970. Os imigrantes de primeira geração raramente se casavam com um não-japonês, porém, a partir da segunda e terceira geração, o fenômeno da miscigenação passou a fazer parte da realidade da colônia japonesa no Brasil.

É notável que, no Brasil, muitos japoneses passaram a se casar com descendentes de outros grupos de imigrantes, como italianos, portugueses e espanhóis, além de com brasileiros de origem miscigenada de africanos e indígenas. No início, muitos filhos mestiços de japoneses com não-japoneses passaram a sofrer preconceito dentro da colônia japonesa porém, atualmente, os casos de preconceito racial contra mestiços é pouco significativa.

A colônia japonesa do Brasil está dividida hoje em dia em: isseis (japoneses de primeira geração, nascidos no Japão) 12,51%, nisseis (filhos de japoneses) 30,85%, sanseis (netos de japoneses) 41,33% - dentre os quais 42% são mestiços -, yonseis (bisnetos de japoneses) constituem 12,95%, dos quais 61% são mestiços.

Atualmente, existem no Brasil 1,5 milhão de japoneses e descendentes, sendo 80% no Estado de São Paulo e a maioria na capital (326 mil segundo o censo de 1988). Da comunidade japonesa no Brasil, 90% vivem nas cidades. O bairro da Liberdade, no centro da capital paulista, representa o marco da presença japonesa na cidade. Outros focos importantes de presença japonesa no Brasil são o Paraná, o Pará e o Amazonas.

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